Higienização hospitalar: quais são os principais tipos e vantagens

Ao executar os serviços de higienização hospitalar, é preciso conhecer os tipos e procedimentos.

Os processos de higienização hospitalar são fundamentais para garantir a correta desinfecção dos ambientes. Assim, é possível eliminar os microrganismos presentes em hospitais, laboratórios, clínicas e outras instituições, minimizando o risco de infecções e de propagação de doenças.

Vale lembrar que a taxa de infecções hospitalares atinge 14% das internações no Brasil, de acordo com levantamento do Ministério da Saúde. 

Estes serviços se tornam ainda mais importantes no momento atual de pandemia do coronavírus, em que cresceu exponencialmente a necessidade de uma correta desinfecção de ambientes. Isso serve para promover a redução do vírus nos locais, evitando o contágio e a disseminação.

E não é só na época da Covid-19 que os cuidados de higienização devem ser redobrados. Em tempos normais, o setor hospitalar já exige uma grande dedicação para evitar problemas. Além do que, de tempos em tempos, há novos crises sanitárias que merecem atenção na área de saúde, como H1N1, gripe suína, gripe aviária, doença da vaca louca, SARS, entre outras.

Mas, com os procedimentos adequados, a gestão hospitalar pode garantir ambientes limpos e bem conservados, bem como proporciona segurança, saúde e bem-estar para os pacientes, acompanhantes, médicos, enfermeiros, funcionários do setor de higienização e demais profissionais que trabalham nas instituições.

Em contrapartida, como os gestores sabem, são diversos os serviços de higienização hospitalar, com protocolos, equipamentos de segurança e uso de produtos diferentes. Além disso, as atividades têm periodicidades distintas, dependendo inclusive do nível de criticidade de cada ambiente.

Logo, é importante conhecer e compreender cada demanda das instituições de saúde para realizar os tipos de serviços adequados. Vamos detalhar melhor a seguir!

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Importância da higienização hospitalar em tempos de pandemia

Como falamos até aqui, as atividades de higienização são essenciais em todos os ambientes de hospitais e instituições de saúde. 

O que vale para salas de consulta, salas de espera, atendimento inicial, corredores, banheiros, salas de exame, salas cirúrgicas, quartos de internação, UTIs, incluindo superfícies, paredes, chão, equipamentos médicos, entre outros itens.

São inúmeros locais que precisam de atenção e cuidados especiais para diminuir drasticamente a quantidade de microrganismos. Em tempos de Covid-19, então, a rotina de limpeza e higienização precisa ser intensificada para restringir ainda mais o risco de que as pessoas sejam infectadas pelo vírus.

Neste sentido, as chamadas áreas de alto contato devem ter serviços com maior frequência. Afinal, são locais onde as pessoas encostam costumeiramente e que podem ser agentes de transmissores de Covid-19 e outras doenças. 

Entre essas áreas, estão maçanetas, interruptores de luz, corrimãos, torneiras, botões de elevador, bancadas, telefones e outras.

Para as instituições ficarem preparadas para atuar neste momento, a Associação Brasileira do Mercado de Limpeza elaborou um manual de procedimentos.

Normas e regras para a higienização hospitalar

Além dos protocolos especiais desenvolvidos para ajudar as equipes de limpeza e higienização hospitalar durante a pandemia, os serviços devem seguir determinadas regras para evitar riscos de contaminação e assegurar a saúde de todos.

O documento “Segurança do Paciente em Serviços de Saúde - Limpeza e Desinfecção de Superfícies”, publicado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), traz algumas diretrizes.

“A limpeza e a desinfecção de superfícies são elementos que convergem para a sensação de bem-estar, segurança e conforto dos pacientes, profissionais e familiares nos serviços de saúde. Corrobora também para o controle das infecções relacionadas à assistência à saúde, por garantir um ambiente com superfícies limpas, com redução do número de microrganismos, e apropriadas para a realização das atividades desenvolvidas nesses serviços”, descreve o manual.

No documento, são abordados os materiais, equipamentos e produtos saneantes adequados para os serviços e são tratadas as normas regulamentadoras previstas pelo Ministério do Trabalho para regular as atividades, como por exemplo:

  • NR-6: Equipamentos de Proteção Individual – EPI;
  • NR-7: Programas de Controle Médico de Saúde Ocupacional – PCMSO;
  • NR-9: Programas de Prevenção de Riscos Ambientais – PPRA;
  • NR-11: Transporte, movimentação, armazenagem e manuseio de materiais, incluindo os saneantes;
  • NR-15: Atividades e operações insalubres;
  • NR-16: Atividades e operações perigosas;
  • NR-32: Segurança e saúde no trabalho em estabelecimentos de saúde.

Todos estes pontos devem ser analisados criteriosamente pela gestão hospitalar para proporcionar o ambiente seguro a pacientes e boas condições de trabalho à equipe de higienização, além de estar em conformidade com a legislação, evitando multas.

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Quais são os equipamentos de proteção individual?

Neste sentido, para cumprir com as obrigações e fornecer os EPIs apropriados para a equipe, listamos os principais equipamentos que os profissionais de limpeza e higienização hospitalar necessitam:

  • Avental impermeável;
  • Bota impermeável;
  • Luvas de proteção;
  • Óculos de proteção;
  • Máscara;
  • Respirador;
  • Protetor auricular;
  • Cinto de segurança a depender do trabalho;
  • Entre outros.

Classificação dos ambientes hospitalares para limpeza

Após este contexto, vamos entrar mais a fundo na questão dos tipos de limpeza e higienização hospitalar. Para isso, em primeiro lugar, é importante entender as diferenças entre os ambientes hospitalares e sua classificação de acordo com o nível de criticidade.

Locais não críticos: trata-se dos espaços que não realizam procedimentos de atendimento a pacientes, como recepção, salas de espera, administrativo e áreas comuns, como corredores. 

Semicríticos: neste caso, são áreas ocupadas por pacientes e/ou com atendimento médico, mas com baixo potencial de transmissão e contaminação, como quartos, salas de inalação, ambulatórios, enfermarias, entre outros. 

Críticos: chegamos aos locais com maior risco de infecções, pois são onde acontecem procedimentos médicos, como salas de cirurgia e unidades de tratamento intensivo. Além deles, o setor de lavanderia também é considerado crítico, pois lida com o enxoval sujo. 

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Principais tipos de limpeza e higienização hospitalar

Agora, vamos aos principais serviços que você deve realizar na sua instituição de saúde para garantir a limpeza e higienização adequadas.

1. Limpeza concorrente

É realizada nas diversas áreas e dependências do hospital ou clínica. Trata-se de um procedimento diário e que pode ser feito inclusive em locais com o paciente, como o quarto. Devem ser limpas e higienizadas as superfícies de alto contato, como pisos, mesas fixas, pias, maçanetas e até interruptores. Além disso, são renovados os estoques de papel higiênico e sabonete líquido.

2. Limpeza terminal

Trata-se de um processo de limpeza mais profundo, que acontece logo após a saída de pacientes, seja por transferência, alta ou óbito. Abrange os cuidados com pisos, paredes, janelas, portas, interruptores, luminárias e móveis. E, se a internação tiver durado mais do que 15 dias, deve-se avaliar os riscos de contaminação das superfícies na hora da limpeza.

3. Limpeza imediata

Como o próprio nome já diz, consiste na limpeza realizada imediatamente após casos de derramamento de secreção corporal, independentemente do local. Então, quando o paciente passa mal ou tem sangramento seja na recepção ou no quarto, é necessário primeiro realizar essa atividade.

4. Limpeza especial

Cuida da desinfecção diária de equipamentos e materiais próximos ao leito de pacientes infectados com vírus e bactérias. Isso abrange monitores, respiradores, bomba de infusão, suportes de soro, painel de gases e até a grade da cama.

5. Limpeza preparatória

É uma limpeza diária e antes do uso de quartos e salas de exames. Assim, é responsável por remover as sujidades e partículas depositadas em superfícies horizontais e equipamentos, como ultrassom, raio-X, endoscopia e outros.

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6. Limpeza mecânica do piso

Neste caso, as sujeiras do piso são eliminadas com o auxílio de uma máquina de limpeza do piso. O equipamento, inclusive, é parecido com uma enceradeira ou lavadora automática. 

Para que o utensílio atue na higienização hospitalar por meio da limpeza do piso, é preciso colocar desinfetante ou detergente hospitalar no piso. Na sequência, o chão é esfregado pela máquina e a água gerada é removida sem precisar da utilização do rodo.

Regras básicas na limpeza e higienização hospitalar

Após saber avaliar a criticidade e os diferentes tipos de higienização, é preciso também estipular as regras básicas para a realização dos serviços pela equipe do setor, como:

  • Uso de EPIs adequados;
  • Iniciar a limpeza de áreas menos contaminadas para a mais contaminada;
  • Realizar a varredura úmida;
  • Limpar em sentido único, evitando movimentos de vai e vem;
  • Ao limpar o corredor, dividi-lo no meio para possibilitar uma passagem;
  • Usar produtos desinfetantes e saneantes sempre que houver o risco de contaminação por matéria orgânica;
  • Entre outros.

Como uma gestão eficiente pode ajudar na higienização hospitalar

De nada adianta conhecer todos os protocolos e tipos de limpeza e higienização hospitalar se não houver uma gestão eficiente por trás da equipe e dos processos implementados.

Neste sentido, uma gestão hospitalar adequada, envolvendo os setores de limpeza, gerenciamento de compras e fornecedores, é responsável por garantir:

  • Otimização dos recursos despendidos para os serviços de limpeza e higienização;
  • Diminuição de desperdícios;
  • Realização de um cronograma de atividades;
  • Garantia do cumprimento dos prazos estipulados;
  • Serviços de alta eficiência, agilidade e qualidade;
  • Monitoramento dos serviços realizados;
  • Redução de custos;
  • Cuidado com os EPIs;
  • Melhor gerenciamento de leitos;
  • Entre outros.

Vale lembrar que, quando se fala no giro de leitos, a equipe de higienização hospitalar é um elemento importante para atuar com agilidade, deixar o quarto desinfetado rapidamente e pronto para receber o próximo paciente.

Conte com uma empresa especializada 

Para realizar a limpeza e higienização hospitalar com os tipos corretos de atividades, levando em conta o nível de criticidade dos ambientes, os procedimentos e EPIs necessários, conte com um parceiro confiável para a terceirização dos serviços de limpeza. 

A Resolv está há mais de 20 anos no mercado, com serviços de facilities (higienização e desinfecção de ambientes), segurança (proteção inteligente) e alimentação (restaurantes corporativos).

Desenvolvemos projetos específicos para cada necessidade, com expertise e padrão de higienização de alta qualidade. Assim, garantimos atendimento às exigências de protocolos, normas e legislações vigentes, ambiente saudável e seguro em tempo integral.

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